Enquanto milhares de moradores de Saquarema voltam a enfrentar torneiras secas em diversos bairros, uma pergunta continua sem resposta: qual é a finalidade da taxa mínima de disponibilidade cobrada mensalmente dos consumidores se o abastecimento deixa de ser contínuo por horas ou até dias?
Na teoria, essa cobrança existe para garantir que toda a estrutura do sistema de abastecimento permaneça disponível e em funcionamento. Na prática, porém, moradores relatam interrupções frequentes, muitas delas sem comunicação prévia.
O problema se repete há meses em diferentes regiões do município. Em diversas ocasiões, a concessionária informa que o sistema opera normalmente ou que não há desabastecimentos programados, enquanto consumidores afirmam permanecer sem água por longos períodos.
A população tem o direito de saber:
- Por que determinados bairros ficam repetidamente sem abastecimento?
- Existe algum rodízio operacional? Se existe, por que ele não é informado com antecedência?
- Os problemas decorrem de limitações estruturais, falhas operacionais ou de decisões de gestão?
- Se o fornecimento não é contínuo, como justificar a cobrança de uma taxa destinada justamente à manutenção da disponibilidade do serviço?
Água tratada não é um benefício; é um serviço essencial pago pelo consumidor. Quando o abastecimento falha de forma recorrente, a transparência deixa de ser uma opção e passa a ser uma obrigação.
O Conexão Lagos quer ouvir você.
Sua residência ficou sem água?
Envie para nossa redação:
📍 Bairro
📅 Dia da interrupção
🕒 Horário em que a água acabou e, se possível, quando retornou.
O objetivo é mapear os pontos afetados e cobrar respostas claras da concessionária sobre o que vem ocorrendo em diferentes regiões de Saquarema.
O espaço permanece aberto para manifestação da concessionária, que poderá apresentar esclarecimentos sobre os relatos dos moradores.
