O monitoramento ambiental realizado na Ilha dos Macacos, localizada no bairro São Mateus, em São Pedro da Aldeia, já registrou a presença de importantes espécies da fauna silvestre, incluindo o tatu-bola, animal considerado ameaçado de extinção.
O resultado ganha destaque nesta terça-feira (03), data em que é celebrado o Dia Mundial da Vida Selvagem, reforçando a importância das ações de preservação da biodiversidade desenvolvidas no município.

Câmeras monitoram fauna de forma não invasiva
As câmeras instaladas na área fazem parte de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca, a Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas-RJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A iniciativa fortalece o trabalho integrado de proteção e monitoramento da fauna silvestre na região.
As equipes especializadas realizam a análise frequente das imagens registradas pelos equipamentos.
Entre as espécies identificadas estão:
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Tatu-bola (Tolypeutes)
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Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)
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Seriema (família Cariamidae)
O tatu-bola, pequeno mamífero exclusivo do Brasil, ficou conhecido nacionalmente por ter sido mascote da Copa do Mundo de 2014. O animal possui hábitos noturnos, alimenta-se principalmente de cupins e utiliza tocas escavadas por outros animais.


Trabalho técnico acompanha os registros
O acompanhamento das imagens capturadas é feito pelo responsável pelo setor de licenciamento ambiental, Delci Nogueira, e pela engenheira ambiental Mariana Peretti, que participaram também da instalação dos equipamentos junto à assessora Marta Freitas e representantes da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade e do Inea.
Segundo a equipe técnica, três câmeras foram instaladas em pontos estratégicos no interior da mata da Ilha dos Macacos.
“O monitoramento é realizado por meio de armadilhas fotográficas, equipamentos que registram imagens a partir da detecção de movimento, de forma não invasiva. As câmeras possuem baterias de longa duração, permitindo acompanhamento contínuo da fauna e geração de dados fundamentais para estudos ambientais e planejamento de políticas públicas de conservação”, explicou a engenheira ambiental.
Projeto prevê criação de área de conservação
A ação faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à criação de uma Unidade de Conservação na Ilha dos Macacos.
O município trabalha na elaboração de um projeto que prevê transformar uma área de cerca de 500 hectares em Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). A proposta busca proteger espécies ameaçadas e promover o uso sustentável do território, conciliando preservação ambiental e atividades como a agricultura familiar.
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