O Ponto de Cultura Ilê Asé Iya Oju Omi lançou, neste sábado (18), o mini documentário “Ilê Asé Iya Oju Omi: Ofó e memórias da comunidade de povos de terreiros”, uma produção audiovisual que reúne vivências, histórias e saberes da comunidade tradicional.
Com cerca de 15 minutos de duração, o documentário apresenta um olhar sensível e histórico a partir dos registros da exposição cultural de mesmo nome, realizada em março, em São Pedro da Aldeia. A obra reúne imagens, depoimentos e momentos marcantes da programação. O acesso está disponível no canal oficial Raio de Sol | Raio de Ouro, no YouTube.
A produção revisita uma programação marcada pela troca de conhecimentos e pelo fortalecimento da identidade cultural, ampliando inclusive as metas do projeto contemplado pelo edital Nossos Museus, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. Entre os destaques, está a inclusão de uma abordagem sobre o povo cigano, expandindo o conteúdo inicialmente previsto.
A programação contou com palestras, roda de conversa, circuito expositivo mediado e apresentações culturais. As atividades tiveram início com oficina de jongo e encerramento com samba, reunindo diferentes expressões da cultura afro-brasileira em um ambiente de integração e valorização das tradições.
A roda de conversa promoveu um diálogo entre lideranças e membros da comunidade sobre a fundação e a trajetória do Ilê Asé Iya Oju Omi, enquanto as palestras trouxeram reflexões sobre os povos tradicionais de terreiro sob perspectivas culturais e sociais.
Segundo a Iyalorisá Maria Fiderioman, liderança religiosa e cultural da comunidade, o mini documentário representa mais do que o registro de um evento.
“O mini documentário é um registro muito especial de tudo que foi vivido nesse dia. Mais do que mostrar o evento, ele traz a história, a memória e a ancestralidade da comunidade de forma verdadeira. É um convite para que mais pessoas conheçam o terreiro, entendam essa cultura e se aproximem com respeito. A expectativa é que o público assista, se emocione e faça parte dessa construção coletiva”, destacou.
O lançamento do mini documentário consolida a iniciativa como um registro permanente da experiência vivida, ampliando o alcance do projeto e reforçando o papel dos terreiros como espaços de cultura, resistência e construção coletiva.
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