De cartas náuticas a dados abertos, a DHN viabiliza rotas seguras, reforça a economia do mar e incorpora 360 mil km² após decisão da ONU em 2025
Em 2026, a Marinha do Brasil celebra 150 anos da Diretoria de Hidrografia e Navegação, criada em 1876. A trajetória transformou mares e rios em rotas seguras, conectando regiões e projetando a soberania na Amazônia Azul.
Do século XIX à era digital, o serviço hidrográfico deixou para trás a dependência de cartas estrangeiras. Pioneiros como Manoel Antônio Vital de Oliveira e o Barão de Teffé iniciaram uma revolução silenciosa, baseada em ciência e precisão.
Hoje, cartas náuticas, dados meteoceanográficos e auxílios à navegação sustentam comércio, defesa, pesca, turismo e pesquisa. O resultado é um país mais integrado por água, com informação confiável para decisões públicas e privadas.
As informações são da Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação, com referências institucionais e dados oficiais citados pelo vice-almirante Ricardo Jaques Ferreira.
Soberania, segurança e a Amazônia Azul
Iniciado em 1989, o Leplac mapeou a plataforma continental com rigor técnico. Em 2025, a Comissão de Limites da ONU reconheceu a ampliação da Margem Equatorial, além de 200 milhas náuticas, somando 360 mil km² à Amazônia Azul.
O ganho jurídico fortalece a presença estatal no mar, amplia a segurança da navegação e protege recursos minerais e energéticos estratégicos. Para a defesa, oferece previsibilidade e base legal para planejar meios e operações.
Da Carta Marítima à referência científica
Criada em 1876 como Repartição da Carta Marítima, a DHN passou a produzir conhecimento próprio sobre costa, estuários e grandes rios. As cartas náuticas brasileiras reduziram riscos e integraram um território continental pela via aquaviária.
A atuação consolidou o Serviço Meteorológico Marinho, modernizou auxílios à navegação e formou acervos hidrográficos e oceanográficos. O resultado orienta navios militares, mercantes e de pesquisa com precisão e atualidade.
Serviços que impactam portos, energia e comunidades
Dados meteoceanográficos e alertas produzidos pela DHN são usados por portos, órgãos públicos, empresas, pesquisadores e praticantes de esportes náuticos. A informação confiável reduz custos e evita acidentes em rotas fluviais e marítimas.
Com mudanças climáticas e eventos extremos, a aposta é tecnologia, cartas digitais, sistemas de previsão ambiental e open data. A abordagem fortalece a navegação segura e apoia decisões que protegem comunidades costeiras e ribeirinhas.
Transição energética e próximos passos
A transição energética amplia o protagonismo do mar, com eólica offshore, minerais estratégicos e biotecnologia marinha. Tudo depende de dados precisos, que a DHN fornece para projetos sustentáveis e alinhados ao interesse nacional.
Na próxima década, a prioridade será expandir levantamentos, modelagem ambiental e disseminação de dados. A combinação de ciência e Estado, afirma a Marinha, manterá mares sondados conectando destinos, gerando riqueza e reforçando a soberania.
