Policiais civis da 118ª Delegacia de Polícia prenderam em flagrante, na tarde desta terça-feira (10), Verônica Bárbara Netto Tavares, acusada de vender e aplicar ilegalmente o medicamento Mounjaro (tirzepatida). A ação foi coordenada pelo delegado titular, Milton Siqueira Júnior.
Investigação apontou comércio irregular
Segundo a Polícia Civil, o setor de inteligência da unidade identificou que a acusada comercializava o fármaco sem autorização dos órgãos regulatórios. De acordo com as investigações, ela realizava tanto a venda quanto a aplicação do medicamento, apesar de atuar como fisioterapeuta — profissão que não permite a prescrição ou administração de remédios de uso controlado como a tirzepatida, comercializada no Brasil com o nome Mounjaro.
Durante a ação, medicamentos foram apreendidos, incluindo o produto Lipoless, que, segundo a corporação, não é comercializado oficialmente no Brasil e pode ter sido introduzido no país de forma ilegal.

Crimes e penalidades
A detida foi autuada com base no artigo 273, §1º, do Código Penal, que trata de falsificação ou adulteração de produto medicinal, além do artigo 7º, inciso II, da Lei 8.137/90, referente a crime contra as relações de consumo.
A Polícia Civil informou ainda que ela poderá responder também por contrabando, caso seja confirmada a entrada irregular de medicamentos no país.
A pena prevista para esse tipo de crime varia de 10 a 15 anos de reclusão. Por se tratar de infração considerada de extrema gravidade, não houve arbitramento de fiança, e a acusada permanece presa à disposição da Justiça.
Monitoramento contínuo
A 118ª DP reforçou que mantém monitoramento permanente contra a venda ilegal de medicamentos na região. As ações têm como objetivo coibir práticas que coloquem a saúde pública em risco e garantir que medicamentos controlados sejam utilizados de forma regular e supervisionada.
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