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quarta-feira, 3 junho, 2026

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Ex-vereadora de Búzios é denunciada por “rachadinha” e alvo de mandados de prisão

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça a ex-vereadora Gladys Pereira Rodrigues da Costa e outras três pessoas pelos crimes de associação criminosa e peculato. A acusação é resultado de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apurou um suposto esquema de “rachadinha” na Câmara Municipal de Armação dos Búzios entre 2017 e 2020.

A pedido do Ministério Público, a Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão contra a ex-parlamentar. As ordens judiciais foram cumpridas nesta terça-feira (24) por promotores do GAECO/MPRJ e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, no município de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.

Esquema de devolução de salários

De acordo com a denúncia, a então vereadora teria organizado um sistema de arrecadação ilegal que exigia de assessores nomeados em seu gabinete a devolução de parte — ou até da totalidade — dos salários recebidos.

Segundo as investigações, após o pagamento efetuado pela Câmara, os valores eram sacados em dinheiro e repassados à parlamentar, seja em espécie, seja por meio de depósitos bancários.

O Ministério Público identificou 87 depósitos em espécie realizados na conta da denunciada entre 2017 e 2019, totalizando R$ 206.013,37.

Provas e colaborações

Entre as provas reunidas estão depoimentos de ex-assessores que relataram a exigência sistemática dos repasses como condição para permanecer nos cargos, além de comprovantes de depósitos e análises de movimentações financeiras realizadas pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência.

O inquérito também aponta a indicação de familiares para cargos comissionados. Parte dos investigados, incluindo assessores, confessou a prática e firmou Acordos de Não Persecução Penal, colaborando com as apurações.

A denúncia ainda será analisada pelo Judiciário, e os acusados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

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