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quinta-feira, 4 junho, 2026

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Adilsinho é preso em Cabo Frio: autoridades classificam captura como duro golpe contra o crime organizado

A prisão de Adilsinho, apontado pelas autoridades como o bicheiro mais procurado do estado, foi realizada na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio e é considerada um dos maiores golpes recentes contra o crime organizado no Rio de Janeiro.

O resultado da operação foi destacado em pronunciamento pelo superintendente regional da Polícia Federal no Rio, Fábio Galvão, e pelo secretário da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Felipe Curi.

Segundo Galvão, a captura é fruto da “resiliência das equipes” que integram a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), composta no estado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil. Ele ressaltou que esta foi a terceira tentativa de prisão do contraventor, cuja localização era dificultada por um esquema de proteção ligado à máfia do jogo do bicho.

“Foi um trabalho árduo, muito difícil. Hoje conseguimos prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho”, afirmou o superintendente, classificando a ação como “um presente para a sociedade fluminense e um baque para a organização criminosa”.

Dezenas de homicídios e mandados em aberto

O secretário Felipe Curi destacou que a prisão é resultado da integração e da troca de informações de inteligência entre as forças de segurança. “É mais uma ação exitosa dessa parceria, tirando de circulação um criminoso extremamente perigoso”, declarou.

De acordo com Curi, Adilsinho é investigado por dezenas de homicídios apurados por delegacias da capital, da Baixada Fluminense e das regiões de Niterói e São Gonçalo. As vítimas incluem rivais, integrantes da máfia do cigarro, desafetos e até agentes públicos.

Ainda segundo o secretário, existem três mandados de prisão por homicídio contra o contraventor, além de indiciamento no caso do assassinato do policial penal conhecido como Bruno “Killer”, aguardando decisão do Judiciário.

Entre os crimes atribuídos ao grupo está também a execução de um advogado, em fevereiro de 2024, morto em frente à sede da OAB, em um crime que chamou atenção pela ousadia.

Fábricas clandestinas e trabalho análogo à escravidão

As investigações já haviam resultado no fechamento de três fábricas clandestinas de cigarros, consideradas uma das principais fontes de financiamento do grupo criminoso, além da exploração de máquinas caça-níqueis e do próprio jogo do bicho.

Em uma das unidades desmanteladas, mais de 20 trabalhadores paraguaios foram encontrados em condições análogas à escravidão. As demais fábricas, localizadas principalmente na Baixada Fluminense, também foram fechadas e tiveram equipamentos apreendidos.

Para as autoridades, a prisão representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado e enfraquece uma das estruturas mais violentas da contravenção fluminense.

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