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quinta-feira, 4 junho, 2026

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Marinha do Brasil localiza 148 kg de cocaína no casco de navio no Porto de Santos, operação com PF barra envio à Holanda e reforça vigilância

Inspeção submersa flagra 148 kg de cocaína no Orange Star, ação com PF e Guarda Portuária bloqueia envio à Holanda e fortalece segurança marítima

Em uma varredura abaixo da linha d’água, mergulhadores da Marinha do Brasil localizaram 148 kg de substância com características de cocaína presos ao casco de um navio no Porto de Santos, durante operação discreta.

O material estava oculto em compartimento submerso, técnica associada ao parasite smuggling, quando drogas são fixadas externamente ao casco, exigindo mergulho especializado, equipamentos adequados e alto grau de treinamento.

A embarcação Orange Star tinha como destino final a Holanda, rota explorada para envio de cocaína à Europa. A apreensão impôs perda financeira ao crime e evitou exportação ilícita, segundo a Polícia Federal e a Marinha do Brasil.

Impacto operacional, fiscalização abaixo da linha d’água

A inspeção de compartimento submerso amplia a capacidade de busca por ilícitos em áreas fora do alcance visual, reforça a segurança marítima e eleva a taxa de detecção de cargas ocultas em navios de grande porte.

Equipes de mergulho da Marinha do Brasil atuam rotineiramente em portos estratégicos, rotina que cria efeito preventivo, aperfeiçoa padrões de verificação e sustenta a prontidão para ameaças não convencionais.

Modelo interagência e presença do Estado no Porto de Santos

A atuação integrada entre Marinha, Polícia Federal e Guarda Portuária ilustra como a cooperação reduz brechas, acelera decisões e fortalece a resposta ao crime organizado em ambiente portuário sensível.

No maior porto da América Latina, operações coordenadas elevam a percepção de risco para organizações transnacionais, desestimulam tentativas de infiltração e consolidam padrões de controle no acesso às áreas críticas.

Implicações práticas para armadores, tripulações e cargas

O caso sinaliza a armadores e terminais que protocolos de inspeção subaquática, controle de acesso e verificação de casco são vitais, reduzem atrasos e mitigam riscos de contaminação criminosa de contêineres e porões.

Tripulações e operadores devem reforçar procedimentos de segurança antes do zarpe, comunicar anomalias e cooperar com vistorias, medida que protege a cadeia logística e preserva a reputação do comércio exterior.

Amazônia Azul, desdobramentos e foco nas rotas à Europa

Ao projetar presença na Amazônia Azul, o Estado reafirma a importância de portos, linhas de navegação e infraestrutura crítica para a soberania, com ações que inibem o fluxo ilícito rumo a mercados europeus.

A continuidade de inspeções especializadas e de ações conjuntas tende a sustentar o efeito dissuasório no Porto de Santos, enquanto o monitoramento de rotas com destino à Holanda segue como prioridade.

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