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quarta-feira, 3 junho, 2026

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Marinha do Brasil lacra moto aquática em Maragogi após risco a criança, intensifica fiscalização de jet skis no litoral de Alagoas após vídeo de sexta feira, 9

Autoridade Marítima identifica condutor sem colete, lacra a embarcação e dá sete dias para defesa, conforme Decreto 057 de 2021 e regras de segurança da navegação

Em Barra Grande, Maragogi, um jet ski avançou até a faixa de areia e por pouco não atingiu uma criança. Um homem a puxou às pressas, cena gravada em vídeo na tarde de sexta feira, 9, e amplamente compartilhada.

As imagens mostram o piloto muito próximo dos banhistas e, segundo o registro, sem colete salva vidas. A conduta gerou indignação, acendeu alerta em plena alta estação e motivou pedidos por fiscalização mais rigorosa.

Após a repercussão, a Marinha do Brasil identificou o condutor, lacrou a moto aquática e abriu processo administrativo com prazo de defesa de sete dias, segundo nota oficial da Autoridade Marítima.

Fiscalização naval e efeitos operacionais

Em nota, a Marinha do Brasil informou que identificou o piloto e lacrou a moto aquática, medida que impede o uso do bem durante a apuração. A ação integra fiscalização rotineira para preservar a segurança da navegação.

O episódio ocorreu em área de grande fluxo turístico com presença de crianças, o que amplia o risco operacional. A Autoridade Marítima destacou que condutas imprudentes exigem resposta imediata para coibir reincidência e evitar acidentes.

Regras locais e contexto institucional

Em Maragogi, o uso de motos aquáticas é regido pelo Decreto nº 057 de 2021, que exige distância segura da faixa de areia, aproximação perpendicular e baixa velocidade na zona de arrebentação, reduzindo conflitos com banhistas.

O decreto obriga o uso de colete salva vidas e proíbe circulação ou estacionamento de motos aquáticas próximos a banhistas. O descumprimento pode resultar em sanções administrativas e apreensão, entre outras penalidades previstas.

Implicações práticas para condutores e banhistas

Condutores devem manter distância da praia, entrar e sair do mar de forma perpendicular e em baixa velocidade, com atenção aos banhistas. A proximidade com crianças demanda vigilância constante e domínio do equipamento em qualquer manobra.

Banhistas, especialmente famílias, devem evitar áreas de provável manobra e acionar os canais da Autoridade Marítima ao flagrar risco. O relato qualificado acelera a resposta fiscalizatória e ajuda a prevenir eventos graves.

Próximos passos e possíveis desdobramentos

O piloto terá sete dias para apresentar defesa no processo administrativo, segundo a Marinha. Se confirmada a infração por expor terceiros a risco, podem ser aplicadas penalidades previstas em norma e mantidas restrições sobre o equipamento.

Com a alta temporada no litoral norte de Alagoas, a tendência é de maior presença fiscalizatória e de ações educativas para operadores de turismo náutico. Combinar controle e educação reduz ocorrências e fortalece a prevenção de acidentes.

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