No Dia do Marinheiro, a Marinha do Brasil ressalta soberania no Atlântico Sul, proteção da Amazônia Azul e continuidade de projetos com a Lei Complementar n° 221/2025
No Dia do Marinheiro, a Marinha do Brasil divulgou mensagem do Almirante Marcos Sampaio Olsen sobre soberania e dissuasão no Atlântico Sul.
O comandante enfatizou a centralidade do mar para a liberdade, as rotas comerciais e a proteção de interesses estratégicos do País.
Ao celebrar a data, a mensagem destacou meios navais, ciência, diplomacia e valores humanos, segundo mensagem oficial do Comandante da Marinha, divulgada pela Marinha do Brasil e reproduzida pelo Defesa em Foco.
Defesa naval e dissuasão, novas fragatas e submarinos
O texto realça que a Marinha do Brasil é instituição de Estado, permanente, com preparo para operar em extenso litoral e no entorno estratégico do País.
Olsen afirmou que a força mantém foco no poder dissuasório, em presença contínua e em prontidão para proteger a Amazônia Azul e os interesses nacionais no mar.
Em tom de chamada, o comandante registrou, em citação direta, que “A Soberania no MAR projeta-se por meios dissuasórios e afirma-se, precipuamente, pelo vigor moral de “Marinheiros” que neles combatem, até o sacrifício da própria vida.”
Segundo a mensagem, a defesa naval ganhou impulso com lançamentos das Fragatas “Tamandaré”, “Jerônimo de Albuquerque” e do Submarino “Almirante Karam”.
Também foi destacada a incorporação dos Submarinos “Humaitá” e “Tonelero”, ampliando o núcleo de capacidades da força de submarinos.
Para Olsen, esses marcos “substanciam arquitetura naval moderna, apta a operar em múltiplos cenários de combate.”
O conjunto de meios, navios, submarinos, aeronaves e anfíbios, é citado como vetor que expande o raio de ação e a efetividade do Poder Naval.
O comandante reforça que a eficácia final reside no elemento humano, marinheiros, fuzileiros e servidores com espírito de serviço.
Segurança marítima, monitoramento costeiro e Fuzileiros Navais
Na Segurança Marítima, a força elevou o alcance sobre o entorno estratégico, com mais monitoramento e resposta ao longo da costa.
A incorporação do Aviso Hidroceanográfico “Cananéia” reforçou o suporte à navegação e o conhecimento ambiental marítimo do País.
Houve reordenamento do Corpo de Fuzileiros Navais, com presença permanente em pontos sensíveis do litoral, alinhada à proteção de infraestrutura crítica.
Em citação, a mensagem destaca atuação que, “privilegiando ações de proteção de eixos comerciais cruciais para a circulação segura de riquezas.”
Olsen associa esse esforço à proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras, alicerce para desenvolvimento e segurança energética.
O foco está em rotas, recursos vivos, minerais e energéticos, e em redes que sustentam a economia do País.
Resposta humanitária, apoio a desastres e novas capacidades
A prontidão humanitária foi intensificada, com ênfase em apoio a calamidades e a missões de caráter civil e social.
O Navio Doca Multipropósito “Oiapoque” foi citado como apto a operar em missões de ajuda emergencial, com rápido desdobramento.
O texto registra a incorporação do Navio de Assistência Hospitalar “Sargento Lima”, ampliando a capacidade de atendimento às comunidades.
Avança a construção do Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery”, que fortalecerá o amparo médico às populações ribeirinhas.
Foi criado o Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval, com foco em doutrina e treinamento para missões internacionais.
Olsen ressalta que a prontidão e a formação contínua garantem credibilidade e resposta eficiente do Poder Naval.
Diplomacia naval, ciência no Continente Austral e Amazônia Azul
Na frente diplomática, a Marinha do Brasil ampliou presença com exercícios combinados e comissões no exterior, segundo o comunicado.
O esforço reforça a inserção em foros multilaterais de segurança e direito do mar, elevando prestígio e influência do País.
No campo científico, a construção do Navio Polar “Almirante Saldanha” avança, com promessa de fomentar pesquisas no Continente Austral.
A mensagem liga ciência e defesa, integrando Base Industrial de Defesa e inovação em sistemas sensíveis.
Olsen citou o aval da ONU para a expansão da Plataforma Continental Brasileira, que “conferiu à Amazônia Azul reconfiguração geoestratégica”.
Para o comandante, esse avanço amplia o domínio nacional sobre áreas de alto potencial econômico e científico.
O texto ressalta que o mar é ativo de singular magnitude, essencial à liberdade, aos fluxos vitais e ao futuro do Brasil.
Valores, Tamandaré e o Dia do Marinheiro
No Dia do Marinheiro, Olsen evocou Joaquim Marques Lisboa, Almirante Tamandaré, patrono da Força Naval.
O líder destacou a trajetória austera e exemplar do patrono, como referência ética para gerações de marinheiros.
Em citação, o texto lembra que Tamandaré se definiu ao fim da vida como “Velho Marinheiro”, símbolo de humildade e serviço.
Foram enaltecidos os agraciados com a Medalha Mérito Tamandaré, por traduzirem a herança moral do patrono em ações concretas.
A mensagem conclui com apelo motivador aos quadros da Força, com foco em perenidade, credibilidade e contundência.
Olsen encerra com a consigna, “Marinheiros, rumo ao MAR!” e com o brado, “Tudo pela Pátria e pela “Invicta Marinha de Tamandaré”!”
O financiamento continuado foi um ponto central, com a sanção da Lei Complementar n° 221/2025, articulada pelo ministro José Mucio Monteiro.
Segundo o texto, a lei “afiançou sustentação financeira continuada aos Projetos Estratégicos, preservando ritmos industriais, autonomias tecnológicas e a perenidade de perícias fulcrais para sistemas sensíveis.”
Para o comandante, o presente convoca, e a prontidão integra tradição, ciência e profissionalismo para proteger o Brasil.
Ao ligar memória e futuro, a data reforça a missão de manter a soberania, a liberdade e a segurança no uso do mar.
No Dia do Marinheiro, a mensagem condensa dissuasão, inovação e valores, pilares do Poder Naval brasileiro.
