Levantamento do Corpo de Bombeiros aponta aumento de 90% nas colisões. Falta de regulamentação municipal impede aplicação de multas, limitando a fiscalização à orientação.
O trânsito do Rio de Janeiro acendeu um sinal de alerta para o uso de modais alternativos. O número de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e veículos autopropelidos quase dobrou na capital entre 2024 e 2025. Os dados são do Corpo de Bombeiros e revelam um cenário preocupante de insegurança viária.
De acordo com o levantamento, de janeiro a outubro deste ano, as equipes de socorro foram acionadas para 318 ocorrências envolvendo esses veículos. No mesmo período do ano passado, o número foi de 166, o que representa um crescimento expressivo.
Colisões lideram estatísticas
O relatório detalha o aumento em todas as tipologias de acidentes. As colisões foram as principais responsáveis pelos chamados, saltando de 143 para 272 casos — uma alta de 90%.
Outros tipos de ocorrências também registraram crescimento:
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Quedas: subiram de 14 para 33;
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Atropelamentos: passaram de 5 para 6;
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Incêndios em veículos: aumentaram de 4 para 7.
Gravidade das Lesões
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Fábio Contreiras, destacou que os atendimentos revelam lesões graves nas vítimas. São frequentes os registros de traumatismos na cabeça, na coluna e no tórax. A corporação reforça a necessidade imperativa do uso de capacete e equipamentos de proteção individual, como joelheiras e cotoveleiras, para minimizar o impacto em caso de acidentes.
Imprudência e Falta de Regras
Especialistas e a própria população apontam a imprudência como um dos principais fatores para o agravamento do cenário. Relatos de circulação em alta velocidade, tráfego na contramão e uso de vias expressas (proibidas para este tipo de veículo) são comuns.
A Comissão de Segurança no Ciclismo do RJ aponta um entrave legal: a falta de regulamentação municipal. Embora a Resolução 996 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) esteja em vigor desde 2023 definindo as categorias, a ausência de uma lei local impede a fiscalização efetiva e a aplicação de multas.
A Prefeitura do Rio admite que, sem a regulamentação específica, a atuação dos agentes de trânsito se limita, por enquanto, a orientar os usuários.
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