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quinta-feira, 4 junho, 2026

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Mulher anuncia imóveis que não são dela, aplica golpes e é presa em flagrante em cartório de Araruama

Mulher alugava casas pelo Airbnb e as anunciava como se fossem suas. Ela também tentou vender ponto comercial de pub que não lhe pertencia.

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante, nesta quinta-feira (11), de uma mulher identificada como A.C.d.S.N., acusada de aplicar uma série de golpes imobiliários na Região dos Lagos. A detenção ocorreu no momento em que ela finalizava mais uma fraude no interior do Cartório do 2º Ofício de Araruama.

A ação foi coordenada por agentes da 124ª Delegacia de Polícia (Saquarema). A equipe de investigação recebeu informações de que a suspeita compareceria ao local para formalizar um contrato fraudulento. Diante da denúncia, os policiais montaram uma vigilância discreta e efetuaram a prisão logo após a assinatura do documento e o recebimento de parte do pagamento da vítima.

O Modus Operandi

De acordo com as investigações, o esquema da acusada consistia em alugar imóveis temporários através de plataformas digitais, como o Airbnb. Uma vez em posse das chaves, ela anunciava os mesmos bens para terceiros como se fossem de sua propriedade, cobrando valores de aluguel fixo ou venda.

Entre os imóveis utilizados no golpe, a polícia identificou uma casa localizada na Serra do Mato Grosso, em Saquarema. O prejuízo causado às vítimas é alto: apenas uma das pessoas lesadas relatou ter perdido mais de R$ 110 mil nas negociações.

Venda de Pub

Além dos aluguéis fraudulentos, a Polícia Civil apurou que a suspeita também oferecia à venda o ponto comercial do “Lagoinha Pub”, uma casa de eventos conhecida na região, que não lhe pertencia.

A investigada já possui um extenso histórico criminal, sendo citada em mais de dez registros de ocorrência pelo crime de estelionato.

Prisão e Alerta

Após o flagrante, a mulher foi conduzida para a 124ª DP, onde o caso foi registrado. Posteriormente, ela foi encaminhada ao sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil faz um alerta e orienta que outras pessoas que possam ter sido vítimas da acusada procurem a delegacia para registrar a ocorrência, o que ajudará a robustecer o inquérito e identificar a dimensão total das fraudes.

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